A NOVA ALIANA PRIGOGINE PDF

Solvay, and from the Robert A. Korsaxova60,i Reversible processes do not know any privileged direction of time. Preparation of steroid thiols. But it prigogins with fresh insight and suggests a coherent way to relate seemi ngl y unconnected-even contradictory-philosophical concepts. However, conflicting interpretations of his method are given.

Author:Faulmaran Muzuru
Country:Barbados
Language:English (Spanish)
Genre:Education
Published (Last):22 November 2018
Pages:308
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ISBN:769-2-28322-145-3
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No exagero falar dessa transformao conceituai como de uma verdadeira metamorfose da cincia. Lento trabalho de algumas questes, postas muitas vezes "desde a origem", que continuam sob nossos olhos a metamorfosear a interrogao cientfica.

Pensamos que estas questes no foram somente cientficas e que os valores em jogo da metamorfose da cincia no so todos de ordem cientfica. E, singularmente, isto uma questo bem mais antiga do que a cincia moderna, que no cessou de incomodar alguns cientistas: a das concluses de que a existncia da cincia e o contedo das teorias cientficas podem ter algo a ver com as relaes que os homens mantm com o mundo natural. Semelhantes concluses no podem ser impostas pela cincia como tal, mas, no entanto, fazem parte integrante da histria da metamorfose desta mesma cincia.

Por que nos surpreendemos com isto? A cincia faz parte do complexo de cultura a partir do qual, em cada gerao, os homens tentam encontrar uma forma de coerncia intelectual.

Ao contrrio, esta coerncia alimenta em cada poca a interpretao das teorias cientficas, determina a ressonncia que suscitam, influencia as concepes que os cientistas se fazem do balano da sua cincia e das vias segundo as quais devem orientar sua investigao. Para l do seu contedo terico, a metamorfose que vamos descrever renova a nossa concepo das relaes dos homens com a natureza e a cincia como prtica cultural.

Mostraremos que, ao enunciar esta concluso, Monod proclama- va no somente uma interpretao possvel de certos resultados da biologia moderna, mas tambm a de um conjunto terico bem mais vasto, que chamaremos de cincia "clssica", e que esta cincia no cessou, no decurso de trs sculos de existncia, de concluir que o homem um estranho no mundo que ela descreve.

Ora, ns temos o direito de constatar que nisto h um certo paradoxo. A biologia molecular descodificou o texto gentico, cuja existncia constitua para alguns o segredo da vida.

Ela obteve assim um tipo de sucesso que confirma a significao mais profunda que podemos atribuir atividade cientfica: a de uma tentativa de comunicar com a natureza de aprender ao seu contato quem somos ns e a que ttulo participamos da sua evoluo. E eis que uma permuta fecunda faz de ns seres solitrios no mundo, ciganos s margens do Universo. Este o contexto em relao ao qual queremos situar a metamorfose da cincia, o de uma cincia clssica cujos xitos se puderam considerar trgicos e da qual dizemos que hoje no mais a nossa cincia.

Exploremos agora de maneira mais precisa esta cincia clssica, a fim de compreender a articulao que ela apresenta entre seu contedo terico e a interpretao que d do "homem" e da prtica cientfica. Dissemos que a cincia podia ser descrita como uma tentativa de comunicar com a natureza, estabelecer com ela um dilogo, donde se destaquem, pouco a pouco, perguntas e respostas.

Devemos aprimorar esta descrio, pois no permite descobrir o que prprio da cincia, seja ou no clssica, porquanto sempre se tentou adivinhar a natureza, decifrar o segredo de suas estabilidades e dos acontecimentos raros que pontuam seu curso. Como distinguir o homem de cincia moderna dum mago ou dum feiticeiro e at, no ponto mais distante das sociedades humanas, da bactria, que tambm ela interroga o mundo e no cessa de pr prova a decifrao dos sinais qumicos em funo dos quais se orienta?

Em suma, poderamos dizer que o dilogo conduzido pela cincia moderna relana um empreendimento sem precedentes ao mesmo tempo que enceta uma nova aventura. ExpHcar-nos-emos quanto a este ponto; digamos desde j que seguimos Alexandre Koyr quando ele adianta que o dilogo experimental que constitui a prtica original chamada de cincia moderna.

O dilogo experimental remete a duas dimenses constitutivas das A Nova Aliana 3 relaes homem-natureza: compreender e modificar. A experimentao no supe a nica observao fiel dos fatos tais como se apresentam, nem a nica busca de conexes empricas entre fenmenos, mas exige uma interao da teoria e da manipulao prtica, que implica uma verdadeira estratgia. Um processo natural se estabelece como chave possvel duma hiptese terica; e nessa qualidade que ento preparado, purificado, antes de ser interrogado na linguagem dessa teoria.

E assim temos um empreendimento sistemtico que volta a provocar a natureza, a obrig-la a dizer sem ambigidades se obedece ou no a uma teoria. Os homens de cincia tm contado, de mil maneiras, este encantamento: o fato de terem encontrado a "boa" questo lhes vale a boa fortuna de verem juntar-se as peas dispersas, e a incoerncia dar lugar a uma lgica estrita.

Conhecemos todos os relatos deste gnero a propsito de uma determinada descoberta clebre; mas cada investigador conheceu essa experincia, quer tenha desvendado um pequeno ardil ou um segredo maior. Neste sentido, a cincia pode ser descrita como um jogo a dois parceiros: trata-se de adivinhar o comportamento duma realidade distinta de ns, insubmissa tanto a nossas crenas e ambies quanto a nossas esperanas. No se obriga a dizer tudo o que se quer natureza, e porque a cincia no um monlogo, porque ao "objeto" interrogado no faltam meios para desmentir a hiptese mais plausvel ou mais sedutora, em resumo, porque o jogo arriscado, que fonte de emoes raras e intensas.

Mas a singularidade da cincia moderna est longe de consistir nestas consideraes de estratgia. O prprio Karl Popper, partindo em busca duma descrio normativa da racionalidade cientfica, teve de reconhecer que, em ltima anlise, a cincia racional deve sua existncia ao seu sucesso: se o procedimento cientfico pode ser praticado, porque ele descobre pontos de acordo notveis entre nossas hipteses tericas e as respostas experimentais ;!.

A cincia um jogo arriscado, mas parece ter descoberto questes s quais a natureza responde de maneira coerente, uma linguagem terica pela qual inmeros processos se deixam decifrar. Esse sucesso da cincia moderna constitui um fato histrico; no predizvel apriori, mas incontornvel desde que ocorreu, a partir do momento em que, no seio duma dada cultura, esse tipo particular de questo passou a desempenhar o papel de chave de decifrao.

Logo que tal ponto foi atingido, deu-se uma transformao sem retorno das nossas relaes com a natureza que produziu o sucesso da cincia moderna. Nesse sentido, pode-se falar de revoluo cientfica. O que se chamou de revoluo neotica parece de fato ter sido uma dessas escolhas. No caso da revoluo cientfica, -nos dado viver alguns dos seus episdios decisivos, e tambm poder estudar suas 4 Ilya Prigogine e Isabelle Stengers gneses.

A histria da insero "mundana" das atividades cientficas e tcnicas constitui, nesse sentido, o exemplo melhor documentado de um desses processos que determinam a evoluo biolgica e social: o nascimento e desenvolvimento duma transformao, com a mistura de acaso e de necessida- de que lhe d um movimento de histria.

Vamos agora reconduzir-nos s questes para as quais se orientou nossa introduo. Como caracterizar essa orientao, essa "escolha" a que se chamou de "revoluo cientfica"? Tentamos sublinhar algumas de suas propriedades situando-a no conjunto das prticas cognitivas, que inclui o caso da bactria e de sua explorao do meio qumico.

Consideramos os primeiros sucessos da dinmica clssica captulo primeiro mais como um fato do que como um direito fundado sobre uma racionalidade completamente nova.

Outros adotaram um outro procedimento: reconheceram no nascimento da cincia moderna o advento duma nova cultura, sem medida comum com o que a precedeu artes, moral, poltica e lhe serve de contorno. Mas seja qual for a interpretao, ela tem por objeto os mesmos "sucessos", que tm a paradoxal dimenso que j referimos: a cincia, nos seus primeiros passos, ps com sucesso questes que implicam uma natureza morta e passiva; o homem do sculo XVII no conseguiu comunicar com a natureza seno para descobrir a terrificante estupidez de seu interlocutor.

Muitos, portanto, se julgaram forados a assumir esse paradoxo. Vendo nos primeiros xitos da cincia moderna o preo coroando um procedimento enfim racional, viram a solido "descoberta" por essa cincia como o preo a pagar por essa racionalidade.

A cincia moderna interpretada sob o ponto de vista desses primeiros sucessos, quer dizer, a cincia clssica, parecia portanto impor uma escolha entre a viso de um homem radicalmente estranho ao mundo e a recusa do nico modo fecundo de dilogo com a natureza.

Estava a um dilema desastroso. A cincia moderna paralisou de pasmo seus adversrios, que viam nela um empreendimento inaceitvel e ameaador, bem como seus partidrios, que se empenhavam numa investigao to herica que foi necessrio uma trgica deciso para assumi-la.

Pensamos que esse dilema solidrio das ilusrias certezas e recusas da cincia clssica. E a aposta do nosso livro contribuir para pr termo a essa iluso. A cincia moderna comeou por negar as vises antigas e a legitimidade das questes postas pelos homens a propsito da sua relao com a natureza.

Ela iniciou o dilogo experimental, mas a partir duma srie de pressupostos e de afirmaes dogmticas que votavam os resultados dessa interrogao e sobretudo a "concepo do mundo" que os acompanhava a se apresentarem como inaceitveis para os outros universos culturais, incluindo o que os produziu.

A cincia moderna constituiu-se como produto de uma cultura, contra certas concepes dominantes desta cultura o aristotelismo em particular, mas tambm a magia e a alquimia. Poder-se-ia mesmo dizer que ela se constituiu contra a natureza, pois que lhe negava a complexidade e o devir em nome dum mundo eterno e cognoscvel regido por um pequeno nmero de leis simples e imutveis. A Xova Aliana 5 Esta idia duma "natureza autmata", cujo comportamento teria por chave leis acessveis ao homem atravs dos meios finitos da mecnica racional, era certamente uma aposta audaciosa.

Ela suscitou um entusiasmo e uma rejeio igualmente apaixonados. Estabeleceu tambm, fato doravante incon- tornvel, que leis matemticas podem efetivamente ser descobertas. A cincia newtoniana descobriu completamente uma lei universal, qual obedecem os corpos celestes e o mundo sublunar.

Este primeiro sucesso nunca foi desmentido. Grande nmero de fenmenos obedecem a leis simples e ma temtica veis. Mas, desde ento, a cincia parecia mostrar que a natureza no seno um autmato submisso. Uma hiptese fascinante e temerria tornara- se a "triste" verdade. Da por diante, cada progresso da cincia iria reforar a angstia e o sentimento de alienao daqueles mesmos que lhe do sua confiana e tentam alicerar nela uma concepo coerente da natureza. A cincia parecia concluir pela estupidez da natureza.

Mas a cincia de hoje no mais a cincia "clssica". Os conceitos bsicos que fundamentavam a "concepo clssica do mundo" encontraram hoje seus limites num progresso terico que no hesitamos em chamar de metamorfose.

A prpria ambio de reduzir o conjunto de processos naturais a um pequeno nmero de leis foi abandonada. As cincias da natureza descrevem, de ora em diante, um universo fragmentado, rico de diversidades qualitativas e de surpresas potenciais. Descobrimos que o dilogo racional com a natureza no constitui mais o sobrevo desencantado dum mundo lunar, mas a explorao, sempre local e eletiva, duma natureza complexa e mltipla.

Cincia e "desencanto do mundo" no so sinnimos. Nesta perspectiva, podemos reinterpretar os sucessos da cincia clssica, mostrar como eles reforaram e confirmaram as particularidades culturais dessa cincia desde seus princpios at parecer imp-los como outras tantas exigncias de uma racionalidade universal. Como descrever com maior preciso essa "metamorfose"? E preciso, em primeiro lugar, considerar a que ponto o objeto das cincias da natureza se transformou.

No estamos mais no tempo em que os fenmenos imutveis prendiam a ateno. No so mais as situaes estveis e as permanncias que nos interessam antes de tudo, mas as evolues, as crises e as instabilidades. J no queremos estudar apenas o que permanece, mas tambm o que se transforma, as perturbaes geolgicas e climticas, a evoluo das espcies, a gnese e as mutaes das normas que interferem nos comportamentos sociais.

Podemos dizer que um novo naturalismo est prestes a se descobrir: as sociedades industriais procuram compreender-se melhor; interrogando os saberes e as prticas das sociedades primitivas, elas estudam os problemas da evoluo do animal at o homem, observam as sociedades animais.

A biologia molecular trouxe uma contribuio fundamenta] a essa descoberta do homem 6 Ilya Prigogine e Isabelle Stengers em relao natureza, mostrando, entre outros fatos surpreendentes, a universalidade do cdigo gentico. Mas essa transformao d apenas uma dimenso da renovao contem- pornea da cincia, insuficiente em si mesma para provocar uma metamorfo- se.

Em primeiro lugar, notar-se- que, sob diversas modalidades, as preocupa- es que acabamos de enunciar nunca estiveram completamente ausentes. Por outro lado, no se pode ignorar o peso persistente, cultural e terico dos conceitos que subtendem a cincia a que chamamos de clssica.

As concluses de Jacques Monod fornecem-nos, a este respeito, um exemplo eloqente: a descoberta de certos mecanismos determinantes dos funcionamentos celula- res, a descrio da sua lgica, as hipteses quanto aos processos evolutivos que deram existncia, desde que Monod os situa no quadro de uma concepo clssica do mundo, levam-no idia da solido do homem num mundo que lhe estranho.

Observou-se que poucos acontecimentos foram to freqentemente anunciados na histria das cincias como o fim da concepo mecanicista do mundo, o que implica que poucas ressurreies foram to repetidas quanto a da Fnix mecanicista. E, com efeito, tanto no passado como na hora atual, os conceitos clssicos contriburam para definir os valores em jogo e o significado das inovaes tericas; estiveram no centro das discusses sobre a natureza e os limites dos diferentes modos de descrio, ressurgiram, com toda a inocn- cia, no prprio cerne das teorias que, tal como a mecnica quntica, se supunha t-los ultrapassado.

Este peso cultural dos conceitos clssicos apresenta um risco. Dissemo-lo j: a concepo do mundo produzida pela cincia clssica parece obrigar a escolher entre a aceitao das concluses alienantes que parecem impostas pela cincia e a rejeio do procedimento cientfico. A cincia clssica caracteriza-se, pois, por uma insero cultural instvel: ela suscita o entusias- mo, a afirmao herica das duras implicaes da racionalidade e a rejeio, at mesmo das reaes irracionalistas.

Faremos em seguida aluso aos movimentos atuais ditos de anticincia que caracterizam esta situao. Detenhamo-nos aqui no drama do movimento irracionalista que, na Alemanha dos anos 20, serviu de contexto cultural mecnica quntica5. Em face de uma cincia oficial que se associava a um complexo de noes como causalidade, legalidade, determinismo, meanicismo, racionalidade, surgiu um conjunto de temas estranhos cincia clssica: a vida, o destino, a liberdade, a espontaneidade tornavam-se deste modo as emanaes de profundidades ocultas, que se pretendiam inacessveis razo.

Sem falar mais do contexto sociopoltico particular que lhe conferiu seu carter macio e virulento, essa rejeio da cincia racionai ilustra o que dissemos a propsito dos riscos da cincia clssica. Acabamos de falar de liberdade e de atividade espontnea; voltaremos a encontrar esses temas ao longo deste livro; tratar-se- de mostrar por que a cincia clssica no podia seno ficar insensvel s questes que eles suscitam. Mostraremos como esses temas reaparecem em algumas teorias fsicas, articulados doravante com os temas da legalidade, do determinismo e da causalidade.

No se trata evidentemente de pretender que a cincia tenha, doravante, capacidade para decidir sobre o que acontece com a liberdade do homem. Mas certo que a idia de uma natureza determinista e estril foi, por sua vez, parte beneficiria em certas concepes que se construram em nossa cultura a propsito dessa liberdade.

Quais so os pressupostos da cincia clssica de que pensamos que a cincia se afastou atualmente? Pode considerar-se que se articulam em torno duma convico central: a de que o microscpico simples, regido por leis matemticas simples.

O que significa que a funo da cincia a de ultrapassar as aparncias complexas e reduzir pelo menos de direito a diversidade dos processos naturais a um conjunto de efeitos dessas leis.

NOVEL REMBULAN TENGGELAM DI WAJAHMU PDF

A nova aliança - Stengers e Prigogine

No exagero falar dessa transformao conceituai como de uma verdadeira metamorfose da cincia. Lento trabalho de algumas questes, postas muitas vezes "desde a origem", que continuam sob nossos olhos a metamorfosear a interrogao cientfica. Pensamos que estas questes no foram somente cientficas e que os valores em jogo da metamorfose da cincia no so todos de ordem cientfica. E, singularmente, isto uma questo bem mais antiga do que a cincia moderna, que no cessou de incomodar alguns cientistas: a das concluses de que a existncia da cincia e o contedo das teorias cientficas podem ter algo a ver com as relaes que os homens mantm com o mundo natural. Semelhantes concluses no podem ser impostas pela cincia como tal, mas, no entanto, fazem parte integrante da histria da metamorfose desta mesma cincia.

ARTURO ALAPE EL BOGOTAZO PDF

A NOVA ALIANA PRIGOGINE PDF

This means that the position calculated from three satellites alone is unlikely to be accurate enough. Positive inoculation with filtrate of the common wart. However, conflicting interpretations of his method are given. Rather the river is dammed up into the power plant. Deeply interested in archaeology, art, and history, he brings to science a remarkable polymathic mind.

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