ORDENS DO AMOR BERT HELLINGER PDF

Queiroz Setembro de Advertncia do tradutor Acho necessrio dar um breve esclarecimento prvio sobre os dois vocbulos-chave do presente texto. Ajuda, ajudante O ttulo original do artigo Die Ordnungen des Helfens, literalmente: As Ordens do Ajudar, que prefiro traduzir por As Ordens da Ajuda, por ser mais consoante com nosso uso. Assim, deve-se entender por ajuda, no presente texto, principalmente a maneira de ajudar e a atitude de quem presta ajuda. Quem presta ajuda no mais das vezes, profissionalmente o que Hellinger denomina der Helfer, e que traduzimos literalmente, na falta de termo melhor, por o ajudante. Nesta categoria esto compreendidos principalmente os que profissionalmente prestam assistncia a outras pessoas o mdico, o terapeuta, o assistente social, o sacerdote

Author:Aragul Ball
Country:Iran
Language:English (Spanish)
Genre:Sex
Published (Last):1 March 2005
Pages:65
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ISBN:587-9-25047-487-2
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Queiroz Setembro de Advertncia do tradutor Acho necessrio dar um breve esclarecimento prvio sobre os dois vocbulos-chave do presente texto. Ajuda, ajudante O ttulo original do artigo Die Ordnungen des Helfens, literalmente: As Ordens do Ajudar, que prefiro traduzir por As Ordens da Ajuda, por ser mais consoante com nosso uso. Assim, deve-se entender por ajuda, no presente texto, principalmente a maneira de ajudar e a atitude de quem presta ajuda. Quem presta ajuda no mais das vezes, profissionalmente o que Hellinger denomina der Helfer, e que traduzimos literalmente, na falta de termo melhor, por o ajudante.

Nesta categoria esto compreendidos principalmente os que profissionalmente prestam assistncia a outras pessoas o mdico, o terapeuta, o assistente social, o sacerdote Ordens As ordens, no sentido tpico de Bert Hellinger, so as leis, princpios ou ordenaes bsicas preestabelecidas, que devem presidir nossos comportamentos. Assim, as "ordens do amor so as leis que devem presidir nossos relacionamentos, para que o amor seja bem sucedido, e cujo desconhecimento ou desrespeito pode ocasionar conseqncias funestas.

No presente texto, Bert Hellinger fala das ordens que devem presidir toda iniciativa de levar ajuda ao prximo e, de modo especial, a ao com objetivo ou efeito teraputico. A ajuda uma arte. Como toda arte, envolve uma capacidade que pode ser aprendida e praticada. E envolve empatia em relao ao objeto, a saber, a compreenso do que corresponde a esse objeto e, simultaneamente, daquilo que o eleva, por assim dizer, acima de si mesmo, em algo mais abrangente. Ajuda como compensao Ns, seres humanos, dependemos, sob todos os aspectos, da ajuda dos outros, como condio de nosso desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, precisamos tambm de ajudar outras pessoas. Aquele de quem no se necessita, aquele que no pode ajudar outros, fica s e se atrofia. O ato de ajudar serve, portanto, no apenas aos outros, mas tambm a ns mesmos. Via de regra, a ajuda um processo recproco, por exemplo, entre parceiros.

Ela se ordena pela necessidade de compensar. Quem recebeu de outros o que deseja e precisa, tambm quer dar algo, por sua vez, compensando a ajuda. Muitas vezes, a compensao que podemos fazer atravs da retribuio limitada.

Isso ocorre, por exemplo, em relao a nossos pais. O que eles nos deram excessivamente grande, para que o possamos compensar dando-lhes algo em troca. S nos resta, em relao a eles, o reconhecimento pelo que nos deram e o agradecimento que vem do corao. A compensao pela doao, com o alvio que dela resulta, s se consegue, nesse caso, repassando essa ddiva a outras pessoas: por exemplo, aos prprios filhos.

Portanto, o processo de tomar e de dar se processa em dois diferentes patamares. O primeiro, que ocorre entre pessoas equiparadas, permanece no mesmo nvel e exige reciprocidade. O outro, entre pais e filhos, ou entre pessoas em condio superior e pessoas necessitadas, envolve um desnvel.

Tomar e dar se assemelham aqui a um rio, que leva adiante o que recebe em si. Essa forma de tomar e dar maior, e tem em vista tambm o que vir depois. Nesse modo de ajudar, o que foi doado se expande. Aquele que ajuda tomado e ligado a uma realizao maior, mais rica e mais duradoura. Esse tipo de ajuda pressupe que ns prprios tenhamos primeiro recebido e tomado.

Pois s ento sentimos a necessidade e temos a fora para ajudar a outros, especialmente quando essa ajuda exige muito de ns. Ao mesmo tempo, ela parte do pressuposto de que as pessoas a quem queremos ajudar tambm necessitam e desejam o que podemos e queremos dar a elas.

Caso contrrio, nossa ajuda se perde no vazio. Ento ela separa, ao invs de unir. A primeira ordem da ajuda A primeira ordem da ajuda consiste, portanto, em dar apenas o que temos, e em esperar e tomar somente aquilo de que necessitamos. A primeira desordem da ajuda comea quando uma pessoa quer dar o que no tem, e a outra quer tomar algo de que no precisa; ou quando uma espera e exige da outra algo que ela no pode dar, porque no tem.

H desordem tambm quando uma pessoa no tem o direito de dar algo, porque com isso tiraria da outra pessoa algo que somente ela pode ou deve carregar, ou que somente ela tem a capacidade e o direito de fazer.

Assim, o dar e o tomar esto sujeitos a limites, e pertence arte da ajuda perceb-los e respeit-los. Essa ajuda humilde, e muitas vezes, em face da expectativa e da dor, ela renuncia a agir. O trabalho com as constelaes familiares coloca diante de nossos olhos o que deve exigir quem ajuda, tanto de si mesmo quanto da pessoa que busca ajuda. Essa humildade e essa renncia contradizem muitas concepes usuais sobre a correta maneira de ajudar, e freqentemente expem o ajudante a graves acusaes e ataques.

A segunda ordem da ajuda A ajuda est a servio da sobrevivncia, por um lado, e da evoluo e do crescimento, por outro. Todavia, a sobrevivncia, a evoluo e o crescimento tambm dependem de circunstncias especiais, tanto externas quanto internas.

Muitas circunstncias externas so preestabelecidas e no so modificveis: por exemplo, uma doena hereditria, as conseqncias de acontecimentos ou de uma culpa. Quando a ajuda deixa de considerar as circunstncias externas ou se recusa a admiti-las, ela se condena ao fracasso. Isto vale, com maior razo, para as circunstncias internas.

Elas incluem a misso pessoal particular, o envolvimento nos destinos de outros membros da famlia, e o amor cego que, sob o influxo da conscincia, permanece vinculado ao pensamento mgico. O que isso significa em casos particulares eu expus exaustivamente em meu livro Ordens do Amor, no captulo Do cu que faz adoecer, e da terra que cura. Para muitos ajudantes, o destino da outra pessoa pode parecer difcil, e gostariam de modific-lo; no, porm, muitas vezes, porque o outro o necessite ou deseje, mas porque os prprios ajudantes dificilmente suportam esse destino.

E quando o outro, no obstante, se deixa ajudar por eles, no tanto porque precise disso, mas porque deseja ajudar o ajudante. Ento, quem ajuda realmente est tomando, e quem recebe a ajuda se transforma em doador.

A segunda ordem da ajuda , portanto, que ela se amolde s circunstancias e s intervenha com apoio na medida em que elas o permitem. Essa ajuda mantm reserva e possui fora. H desordem da ajuda, neste caso, quando o ajudante nega as circunstncias ou as encobre, ao invs de encarlas, juntamente com a pessoa que busca a ajuda. Querer ajudar contra as circunstncias enfraquece tanto o ajudante quanto a pessoa que espera ajuda ou a quem ela oferecida ou mesmo imposta.

O prottipo da ajuda O prottipo da ajuda a relao entre pais e filhos e, principalmente, a relao entre a me e o filho. Os pais do, os filhos tomam. Os pais so grandes, superiores e ricos, ao passo que os filhos so pequenos, necessitados e pobres.

Contudo, porque os pais e os filhos so ligados entre si por um profundo amor, o dar e o tomar entre eles pode ser quase ilimitado. Os filhos podem esperar quase tudo de seus pais. E os pais esto dispostos a dar quase tudo a seus filhos.

Na relao entre pais e filhos, as expectativas dos filhos e a disposio dos pais para atend-las so necessrias; portanto, esto em ordem. Contudo, elas s esto em ordem enquanto os filhos ainda so pequenos. Com o avanar da idade, os pais vo impondo aos filhos, em escala crescente, limites com os quais eles eventualmente se atritam e podem amadurecer. Estaro sendo os pais, nesse caso, menos bondosos para com seus filhos? Seriam pais melhores se no colocassem limites? Ou, pelo contrrio, eles se manifestam como bons pais justamente ao exigirem de seus filhos algo que tambm os prepara para uma vida de adultos?

Muitos filhos ficam ento com raiva de seus pais, porque preferem manter a dependncia original. Contudo, justamente porque os pais se retraem e desiludem essas expectativas, eles ajudam seus filhos a se livrarem dessa dependncia e, passo a passo, a agirem por prpria responsabilidade.

S assim os filhos tomam o seu lugar no mundo dos adultos e se transformam de tomadores em doadores. A terceira ordem da ajuda Muitos ajudantes, por exemplo, na psicoterapia e no trabalho social, acham que precisam ajudar os que lhes pedem ajuda, da mesma forma como os pais ajudam seus filhos pequenos.

Inversamente, muitos que buscam ajuda esperam que os ajudantes se dediquem a eles como os pais se dedicam a seus filhos, no intuito de receber deles, tardiamente, o que esperam e exigem dos prprios pais.

O que acontece quando os ajudantes correspondem a essas expectativas? Eles se envolvem numa longa relao. Aonde leva essa relao? Os ajudantes ficam na mesma situao dos pais, em cujo lugar se colocaram com essa vontade de ajudar. Passo a passo, eles precisam impor limites aos que buscam ajuda, decepcionando-os.

Ento estes desenvolvem freqentemente, em relao aos ajudantes, os mesmos sentimentos que tinham antes em relao a seus pais. Assim, os ajudantes que se colocaram no lugar dos pais, querendo mesmo, talvez, ser pais melhores, tornam-se, para os clientes, iguais aos pais deles. Porm muitos ajudantes permanecem presos na transferncia e na contratransferncia da relao entre filho e pais.

Com isso, dificultam ao cliente a despedida, tanto de seus pais quanto dos prprios ajudantes. Ao mesmo tempo, uma relao segundo o modelo da transferncia entre pais e filhos impede tambm o desenvolvimento pessoal e o amadurecimento do ajudante. Vou ilustrar isso com um exemplo: Quando um homem jovem se casa com uma mulher mais velha, ocorre a muitos a imagem de que ele procura um substitutivo para sua me. E o que procura ela? Um substitutivo para seu pai. Inversamente, quando um homem mais velho se casa com uma moa mais jovem, muitos dizem que ela procurou um pai.

E ele? Procurou uma substituta para sua me. Assim, por estranho que soe, quem se obstina por muito tempo numa posio superior e mesmo a procura e quer manter, recusa-se a assumir seu lugar entre adultos equiparados. Existem, porm, situaes, em que convm que, por algum tempo, o ajudante represente os pais: por exemplo, quando um movimento amoroso precocemente interrompido precisa ser levado a seu termo.

Contudo, diferentemente da transferncia da relao entre pais e filhos, o ajudante apenas representa aqui os pais reais. Ele no se coloca em lugar deles, como se fosse uma me melhor ou um pai melhor. Por esta razo, tambm no preciso que o cliente se desprenda do ajudante, pois este o leva a afastar-se dele e a voltar-se para os prprios pais. Ento o ajudante e cliente se liberam mutuamente. Mediante a adoo desse padro de sintonia com os pais verdadeiros, o ajudante frustra, desde o incio, a transferncia da relao entre os pais e o filho.

Pois, quando respeita em seu corao os pais do cliente, e fica em sintonia com esses pais e seus destinos, o cliente encontra nele os seus pais, dos quais j no pode esquivar-se. A mesma coisa vale quando o ajudante precisa lidar com crianas ou deficientes fsicos. Na medida em que ele apenas representa os pais, e no se coloca em seu lugar, os clientes podem sentir-se em segurana com ele.

ANYON SOCIAL CLASS AND THE HIDDEN CURRICULUM OF WORK PDF

Livro Ordens do Amor – Bert Hellinger

Em suma, somos mais velhos que nossos filhos, mais novos que nossos pais e assim em diante. Tudo o que vai, volta; tudo o que sobe, desce… Etc. E o mesmo acontece com os relacionamentos, de modo que as trocas devem ser equivalentes. Isso nos cansa e coloca o relacionamento em risco.

DECLARATIA 394 FORMULAR PDF

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Constelação Familiar de Bert Hellinger. As “Ordens do Amor”: Ordem da Hierarquia

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